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Brasil é o país campeão de queda de raios

28/11/2017

Presenciamos nas últimas semanas aqui no Rio Grande do Sul a grande quantidade de raios que caíram junto com as fortes chuvas. Apesar bonitos e despertarem a curiosidade de muitas pessoas, os raios são fenômenos naturais que causam muitos prejuízos e mortes. Estima-se que mais de 100 brasileiros morrem todos os anos vítimas de raios. E os prejuízos também não são poucos, muitos comércios ficam sem luz fazendo com que mercadorias sejam perdidas. Eu já havia escutado que o Brasil era um país aonde caim muitos raios então resolvi pesquisar quais lugares no mundo eram campeões em incidência desse fenômeno. Para minha surpresa adivinhem aonde acontece? Sim, aqui mesmo no Brasil.

 

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Atualmente estamos no primeiro lugar do ranking dos países com maior incidência de queda de raios, seguidos por República Dominicana do Congo, Estados Unidos, Austrália e depois China. Dos aproximadamente 3,15 bilhões de raios que atingem a terra todo ano, mais de 90 milhões vêm desabafar em terras brasileiras. Os estados mais atingidos são: 1° Amazonas, 2° Pará, 3° Mato Grosso do Sul 4° Rio Grande do Sul. Sendo que o Rio Grande do Sul é o líder no ranking de densidade (raios por quilômetro quadrado): são mais de 18!

 

Estamos na época perfeita isso ocorrer, pois as tempestades de raios têm maior incidência durante os meses de primavera e verão devido ao choque de massas de ar com temperaturas diferentes. Tudo começa quando o ar quente e úmido próximo do solo se eleva na atmosfera. À medida que vai subindo, esfria, até chegar ao topo da nuvem onde a temperatura é muito baixa, de 30 graus negativos. Resultado: o vapor de água que estava misturado ao ar quente transforma-se em granizo e começa a despencar para a base da nuvem. Na queda, vai se chocando com outras partículas menores, cristais de gelo principalmente. Os choques fazem o granizo e os cristais ficarem eletricamente carregados.

 

Por que a região sul do país é uma das mais atingidas?

Segundo os especialistas, as condições climáticas e meteorológicas da região sul do país contribuem com a formação de raios, pois é uma região central do continente, e fica bem no meio de fenômenos climáticos que vêm especialmente do Paraguai e do Oceano Atlântico, e ainda por cima a maioria desses raios são positivos, considerados os mais potentes, que causam maiores destruições em casas e mortes.

 

Mas o que se tenta entender é por que, em algumas tempestades da região sul e sudeste, 60% dos relâmpagos são positivos. Para tentar explicar a ocorrência desses raios positivos, a equipe do INPE formulou uma hipótese: a maior quantidade deles por aqui estaria relacionada a gigantescas concentrações de nuvens que vêm da região antártica em direção ao Brasil. Quando encontram o ar quente das regiões Sul e Sudeste, produzem aglomerados gigantes de cumulosnimbos. O topo dos aglomerados “entorta” para o lado formando uma cauda gigantesca só com cargas positivas. Isso explicaria a quantidade maior de raios positivos nessas regiões.

 

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Veja algumas dicas para você se proteger:

Se você for surpreendido por relâmpagos durante uma tempestade ou mesmo antes de a chuva chegar (isso mesmo, eles também caem antes dos temporais), acalme-se. Veja o que fazer para se proteger quando acontecer uma tempestade de raios:

 

Fora de casa

• Evite contato com cercas de arame, grades, tubos metálicos, linhas telefônicas, de energia elétrica ou estruturas metálicas;

• Afaste-se de tratores e máquinas agrícolas, motocicletas, bicicletas e carroças (se estiver num carro com chapas metálicas, fique dentro dele com as janelas fechadas);

• Afaste-se de campos abertos, pastos, campos de futebol, piscinas, lagos, praias, árvores isoladas, postes e lugares altos.

 

Dentro de casa

• Evite tomar banho, usar chuveiro ou torneira elétrica;

• Afaste-se de fogões, geladeiras e canos;

• Evite ligar aparelhos e motores elétricos, pois eles podem queimar;

• Afaste-se de tomadas e não use o telefone;

• Desligue da tomada os aparelhos eletrônicos como som, computador e televisão;

• Por fim, aguente firme, pois o sufoco, geralmente, não dura mais de dez minutos.

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QUEM ESCREVE OS ARTIGOS

Olá, sou o Lucas Amaro. Sou formado em Administração de Empresas e na Escola Nacional de Seguros. Tenho 30 anos e trabalho com seguros desde os meus 17 anos. Se tiver alguma dúvida pode me enviar por e-mail:

lucasamaro@cobrasguros.com.br.

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