Como funciona um contrato de seguro de vida

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O assunto seguro está diretamente relacionado as questões econômicas de uma pessoa ou de uma família. Contratar um seguro serve para proteger algo ou alguém contra imprevistos financeiros, e um contrato de seguro de vida serve perfeitamente para proteger você ou a sua família.

Ao contrário do que muita gente pensa, esse tipo de seguro não precisa ser acionado somente com o falecimento do segurado, muito pelo contrário, a cobertura de morte é sim a principal e obrigatória, mas é possível contratar outras que garantem indenização em caso de acidentes e até mesmo em casos de diagnóstico de doenças crônicas.

Confira: 5 mitos sobre seguro de vida que (talvez) você não sabia.

Como qualquer outro tipo de seguro, o preço é sempre calculado com base em dados estatísticos, ou seja, nas probabilidades de um eventual acidente ocorrer. E no seguro de vida não é diferente, por isso quanto mais jovem ele for contratado, mais barato será seu custo.

QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE O SEGURO OFERECE

O seguro garante a saúde financeira de alguém ou de uma família, e os benefícios que ele oferece estão sempre ligados a renda dos mesmos. Digamos que a pessoa que contribuí com a maior parta da renda de uma família fique impossibilitada de alguma forma de exercer a atividade remunerada.

Como seria possível lidar com as despesas básicas como aluguel, luz, agua e comida. De que forma elas seriam pagas? Em algumas famílias maiores, ainda seriam mais diversas essas despesas e que iriam impactar diretamente nas atividades dos filhos, como: escola, faculdade entre outras.

Esse é o principal objetivo e benefício do seguro, manter uma qualidade de vida de uma pessoa ou família que sofra algum acidente relacionado a sua saúde e comprometa a sua situação financeira.

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Engana-se quem pensa que o seguro de vida é coisa para pessoas ricas, quem possui muito dinheiro. Muito pelo contrário, quanto menor for o patrimônio da família, mais recomendado é ter uma apólice, pois mais difícil será de se manter em situações emergenciais.

Ou seja, o seguro é feito para qualquer tipo de família, independente da classe social. O importante é que o valor da indenização seja suficiente para suprir as necessidades básicas mais importante.

Outro benefício é que o custo do seguro está diretamente ligado ao valor de indenização contratado, e esse valor deve ser feito com base nas principais despesas que essa pessoa ou família possui, multiplicado pelos próximos 12 meses.

Também é importante lembrar que em caso de falecimento do segurado o valor da indenização da apólice não entra em inventário e também não sofre a taxação do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis (ITCMD).

A COBERTURA DE MORTE NO SEGURO DE VIDA

Ao contratar uma apólice você logo saberá que a cobertura de morte precisa ser contratada obrigatoriamente. Essa cobertura garante a indenização aos beneficiários em caso de qualquer tipo de morte, tanto natural (exemplo: doenças) como acidental (exemplo: acidente de carro).

Aqui entra uma das principais dúvidas desse tipo de seguro: a diferença entre morte natural e acidental. A primeira, como falei acima, incluí qualquer tipo de morte, a segunda garante indenização somente em caso de acidentes, e essa poderá ser contratada de forma individual também.

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É necessário contratar pelo menos uma delas, e ambas possuem diferentes preços e taxas. A primeira é mais cara, já que garante um número maior de indenizações e é mais comum de acontecer.

QUANDO O SEGURO DE VIDA É INDICADO?

Outra grande dúvida sobre o seguro é se ele realmente é necessário e quando é necessário ter. Como já mencionei anteriormente, ele serve para garantir a saúde financeira de uma pessoa ou de uma família, ou seja, se você e/ou sua família já possuem outras fontes de renda que não dependam da sua atividade remunerada, talvez ele não seja necessário para seu perfil. Agora se não for esse o caso, ele é recomendado nas seguintes situações:

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Proteção financeira para os dependentes

Se você é casado(a) e/ou possui filho(s) que dependam da sua renda financeira, o seguro de vida é indicado para mantar a qualidade e o padrão financeiros deles. Garantindo assim a recolocação social.

Proteção financeira para você

Mesmo que você não possua dependentes financeiros, você está exposto a riscos como acidentes e doenças que possam interromper sua atividade remunerada. Nesse caso o seguro também pode ser de grande ajuda.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE SEGURO QUE EXISTEM

Se você está pensando em contratar esse seguro, saiba que existem duas modalidades diferentes disponíveis:

Seguro de vida individual

É o seguro de vida para uma única pessoa e que ela mesma fica responsável pela contratação e também pelo pagamento da apólice. É feito sob medida em cima dos dados pessoais como: idade, altura, peso, declaração de saúde entre outras informações.

Em algumas seguradoras é possível incluir o cônjuge também como segurado(a). O custo desse seguro também é feito sob medida de acordo com o valor de capital contratado e as coberturas opcionais disponíveis.

Seguro de vida coletivo

É o seguro feito por uma empresa, associação profissional, clube, sindicato ou entidades de classe. Ele favorece a pessoa física vinculada a alguma dessas instituições e quem contrata o seguro é um estipulante, uma pessoa responsável pelo contrato junto a seguradora.

Por ser um seguro coletivo é bem mais barato, mas também não é tão flexível como no individual, ou seja, a pessoa que deseja optar por entrar na apólice terá que se enquadrar nas coberturas que já foram pré-estabelecidas.

LIMITE DE IDADE PARA CONTRATAÇÃO

Existe um limite de idade para contratar um seguro de vida? Sim. A maioria das seguradoras aceitam apólice com idade até 65 anos, sendo que algumas 60 anos. Mas existem alguns produtos específicos para pessoas com até 80 anos no mercado.

Porém o custo do seguro, como já falei antes, é proporcional a idade da pessoa e quanto mais tarde contratar, mais caro será. O valor pago por uma pessoa de 25 anos chega a ser 10 vezes menor do que de uma de 60 anos.

A ESCOLHA DOS BENEFICIÁRIOS

É livre a escolha do(s) beneficiário(s) no seguro, não sendo preciso ter qualquer vínculo com o segurado e podendo ser alterado a qualquer momento, quantas vezes o segurado quiser. Por isso é importante que ele(s) seja(m) indicado(s) no contrato para a seguradora.

Mas fique atento ao escolher menores de idade como beneficiários, pois os mesmo não poderão receber a indenização de imediato, o valor terá que ser depositado em juízo até que um juiz nomeie um tutor para ele.

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SOBRE O AUTOR

Lucas Amaro, gaúcho, graduado em Administração de Empresas e pela Escola Nacional de Seguros. Tem 32 anos e trabalha com seguros desde os 17. Sócio e gerente de marketing da Cobra Seguros - @cobraseguros - empresa fundada há mais de 30 anos pelo seus pais.

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